O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) promoveu uma reunião estratégica com representantes de todas as comissões técnicas e grupos de trabalho para avaliar as ações desenvolvidas em 2025 e definir as diretrizes para 2026.
A presidente da autarquia, Daniela Pontes Chiebao, abriu os trabalhos destacando que o encontro teve como foco a troca de experiências, a autoavaliação e o fortalecimento das instâncias técnicas, além da apresentação do planejamento para 2026. Segundo ela, a iniciativa busca assegurar transparência e integração entre a diretoria e os membros envolvidos nas atividades institucionais.
Na sequência, foram apresentados os protocolos para organização de eventos, concessão de patrocínios, definição de honorários de palestrantes e observância dos limites legais. A Diretoria enfatizou a necessidade de planejamento orçamentário e engajamento ativo das equipes para assegurar segurança jurídica e ampliar o alcance das ações institucionais.
A coordenadora técnica médica-veterinária, Carla Maria Figueiredo de Carvalho, apresentou um panorama das atuações das Comissões Técnicas, ressaltando a relevância dessas ações para o sistema profissional e para o fortalecimento da Medicina Veterinária e da Zootecnia, com impactos diretos na sociedade.
Encerrando a programação, a tesoureira do CRMV-SP e presidente do Grupo de Trabalho de Multiplataforma Digital, Alessandra Marnie Martins Gomes de Castro, apresentou o projeto “Transformando experiência técnica em legado permanente”. A proposta prevê a criação de uma plataforma digital voltada à educação continuada de médicos-veterinários e zootecnistas, reunindo cursos, manuais, podcasts e notas técnicas em ambiente permanente. A iniciativa tem como objetivo padronizar conhecimentos, reduzir falhas técnicas e promover a qualificação contínua dos profissionais.
Apresentação de resultados
As comissões técnicas apresentaram balanço das atividades desenvolvidas e as metas projetadas para 2026, com ênfase na qualificação profissional, na segurança jurídica e no fortalecimento institucional.
No campo do agronegócio, a Comissão Técnica de Agronegócio, sob coordenação de Artur Luiz de Almeida Felicio, anunciou ações como o mapeamento da cadeia produtiva, a atualização de manuais de inspeção, a capacitação de fiscais e a divulgação de informações estratégicas do setor.
A atuação voltada à clínica de pequenos animais foi detalhada pela Comissão de Animais de Companhia, presidida por Sibele Konno, que ressaltou a participação em eventos oficiais, contribuições em consultas públicas, produção de conteúdo informativo e discussões sobre telemedicina e Código de Conduta Ética.
Também foram apresentadas as iniciativas relacionadas aos animais selvagens e pets não convencionais. A comissão liderada por Marta Brito Guimarães definiu critérios de fiscalização, promoveu atualização técnica sobre zoonoses e estruturou debates especializados.
Avanços técnicos e regulatórios
Entre os grupos de trabalho, o de Banco de Tecido Ocular Veterinário, coordenado por Elaine Mello, destacou estratégias para seleção adequada de doadores, garantia de biossegurança e qualidade na distribuição de tecidos, diante da crescente demanda por transplantes de córnea.
Na área educacional, a Comissão Técnica de Educação, presidida por Maria Lucia Zaidan Dagli, apresentou iniciativas voltadas ao alinhamento às Diretrizes Curriculares Nacionais, ao mapeamento de disciplinas e ao apoio a processos de certificação.
A regulamentação da endocanabinologia na Medicina Veterinária também esteve em pauta. Sob a presidência de Katia Ferraro, a comissão da área enfatizou ações relacionadas ao uso ético da cannabis terapêutica em animais, incluindo elaboração de normativas, documentos de consenso, realização de webinars e simpósios, além do estímulo à pesquisa científica.
Medidas de padronização de protocolos e implementação de checklists foram destacadas pela Comissão de Fiscalização e Segurança dos Alimentos, liderada por Affonso dos Santos Marcos, juntamente com a integração com órgãos de defesa agropecuária.
O cenário mercadológico foi analisado pela Comissão de Gestão e Mercado Pet, presidida por Fabiano Ponce, que detalhou estratégias para mapear o nível de maturidade do setor, identificar desafios e ampliar oportunidades em um mercado em expansão.
Consolidação institucional e integração
No âmbito jurídico, a Comissão de Medicina Veterinária Legal, sob presidência de Angela Branco, planeja a capacitação de peritos, atualização normativa e ampliação de parcerias com instituições públicas e universidades.
A Comissão Técnica de Pesquisa Clínica Veterinária do CRMV-SP, presidida por Greyce Lousana, contribuiu para a elaboração e o aprimoramento de normativas, participou de consultas públicas e debates legislativos e fortaleceu o diálogo com pesquisadores e parlamentares, com foco no avanço da regulamentação do setor. Para o próximo ano, pretende ampliar a articulação institucional, apoiar a consolidação de marcos regulatórios e promover a harmonização de critérios éticos na pesquisa clínica veterinária.
O fortalecimento do diálogo regional foi enfatizado pela Comissão de Representantes Regionais, liderada por Carlos Renato Murta, com destaque para a aproximação com profissionais, órgãos públicos e entidades de classe.
Na área de Responsabilidade Técnica, a comissão presidida por Roberta Ruiz, informou a criação de checklists, a oferta de treinamentos e cursos presenciais, além da realização de campanhas de conscientização.
A abordagem integrada da saúde foi apresentada pela Comissão de Uma Só Saúde, coordenada por Vera Letticie de Azevedo Ruiz, com ações relacionadas a zoonoses prioritárias, vacinação, imunoprofilaxia e elaboração de materiais técnicos e educativos.
Encerrando a sequência de apresentações, a Comissão de Zootecnia e Ensino, coordenada por Kátia de Oliveira, trouxe propostas voltadas à formação profissional, avaliação de cursos de graduação e fiscalização em fábricas de ração.
Ao concluir o encontro, a presidente Daniela Pontes Chiebao destacou que a atuação integrada e a transparência nos processos são fundamentais para consolidar o Conselho como referência em excelência técnica e inovação, em benefício dos profissionais e da sociedade.