Saúde bucal de pets exige rotina de cuidados e acompanhamento profissional

Entre as principais medidas preventivas, a escovação diária dos dentes se destaca como um dos cuidados mais importantes
Texto: Comunicação CRMV-SP / Foto: Freepik
Tooth control at the vet

A saúde bucal, celebrada em 20 de março, ainda é um tema frequentemente negligenciado por responsáveis de animais, mas tem papel fundamental no bem-estar e na qualidade de vida dos pets. Cuidados simples no dia a dia, aliados ao acompanhamento médico-veterinário regular, são essenciais para prevenir doenças e garantir mais conforto aos animais.

Entre as principais medidas preventivas, a escovação diária dos dentes se destaca como um dos cuidados mais importantes entre cães e gatos. O hábito ajuda a evitar o acúmulo de tártaro e a progressão da doença periodontal, uma das condições mais comuns na rotina clínica veterinária.

Além disso, o tratamento periodontal realizado por profissional é indispensável para remover a placa bacteriana mais persistente e avaliar a saúde da cavidade oral como um todo, incluindo gengivas, raízes dentárias e dentes de difícil visualização, como pré-molares e molares.

“A recomendação é que os animais passem por avaliações odontológicas, no mínimo, a cada seis meses. Esse acompanhamento permite identificar precocemente alterações que podem evoluir de forma silenciosa e comprometer a saúde geral do pet”, explica a presidente da Comissão Técnica de Animais de Companhia do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), Sibele Konno.

De acordo com a integrante da Comissão Técnica de Animais Selvagens e Pets Não Convencionais do CRMV-SP, Soraya Kezam Malaga, assim como há benefícios para longevidade e bem-estar de cães e gatos, os cuidados orais preventivos e seus impactos positivos também se aplicam a pets não convencionais, como aves, répteis, roedores e pequenos mamíferos. “Nessas espécies é comum enfrentarmos doenças periodontais, problemas oclusais e supercrescimento de bico advindos de problemas de manejo ambiental e nutricional”, afirma.

Sinais de alerta

Alguns sinais de alerta devem chamar a atenção dos responsáveis dos animais, como diminuição do apetite, seletividade alimentar, movimentos frequentes de “coçar” a boca, sangramentos e, principalmente, o mau hálito. Esses indícios podem estar relacionados a problemas bucais que causam dor e desconforto.

“A falta de cuidados odontológicos pode trazer consequências que vão além da cavidade oral. A doença periodontal, por exemplo, pode levar à dor crônica, dificultando a alimentação. Além disso, a proliferação de bactérias na boca altera o microbioma oral e pode impactar também o sistema digestivo”, enfatiza Sibele.

Soraya alerta ainda que, nos pets não convencionais, a dor pode passar ainda mais desapercebida pelos responsáveis pelos animais, levando a perda de peso e da qualidade da pelagem, por exemplo, o que reforça a importância da prevenção.

Rotina de cuidados

Entre os erros mais frequentes estão subestimar a importância da escovação, adiar o tratamento periodontal e buscar atendimento apenas quando a doença já está em estágio avançado, o que pode resultar na perda de vários dentes.

“Para manter uma boa saúde bucal em casa, a orientação é iniciar os cuidados desde filhotes, criando o hábito da escovação diária. A consistência é essencial para que o animal se adapte e para que o responsável consiga manter uma rotina eficaz de higiene”, diz Sibele.

Já no caso dos pets não convencionais, Soraya destaca que a investigação do estilo de vida e do manejo recebido, com foco na prevenção, e a avaliação periódica serão essenciais para melhorar o bem-estar desses animais.

Procedimentos

Na rotina clínica, os procedimentos mais comuns incluem a remoção de tártaro, avaliação da extensão da doença periodontal, extrações dentárias, radiografias orais, fundamentais para identificar problemas não visíveis a olho nu, além de biópsias quando necessário.

“A atenção à saúde bucal deve fazer parte da rotina de cuidados com os pets. Além de prevenir doenças, essa prática contribui diretamente para a qualidade de vida e o bem-estar dos animais e para uma rotina clínica mais eficiente, favorecendo o trabalho das equipes veterinárias”, conclui Sibele.

Tags: saúde bucal, odontologia veterinária, prevenção

Saúde Bucal em Animais: Especialistas Reforçam a Importância da Prevenção para o Bem-Estar e a Longevidade dos Pets

Manutenção da saúde bucal é apontada por profissionais como fator decisivo para o bem-estar emocional e físico de cães e gatos.

Em referência ao Dia da Saúde Bucal e ao Dia da Felicidade, entidades e profissionais da Medicina Veterinária destacam a relação direta entre higiene oral adequada e qualidade de vida dos animais de companhia. Estudos recentes indicam que a manutenção da saúde bucal é um fator determinante para o bem-estar, a longevidade e a convivência saudável entre pets e tutores.

Impacto da Saúde Bucal na Qualidade de Vida

A condição oral dos animais influencia diversos aspectos do dia a dia, desde a capacidade de alimentação até a interação social. A halitose é um dos sinais mais comuns de comprometimento bucal e pode afetar o vínculo afetivo entre o tutor e o animal, uma vez que o mau odor costuma gerar afastamento físico e desestimular demonstrações de carinho.

Segundo profissionais da área, a higiene deficiente favorece inflamações, dor crônica e alterações comportamentais, comprometendo o bem-estar geral. Além disso, problemas bucais evoluem silenciosamente, já que cães e gatos raramente demonstram dor de forma evidente.

Principais Sinais de Alerta

Os médicos-veterinários orientam que os tutores fiquem atentos a manifestações que podem indicar doenças periodontais ou desconforto, tais como:

  • seletividade alimentar ou recusa em mastigar;
  • esfregar a boca com as patas ou em superfícies;
  • sangramento gengival;
  • diminuição do apetite.

A observação precoce desses sinais possibilita intervenções rápidas e evita agravamentos.

Consequências Sistêmicas

A falta de higiene bucal pode afetar outras áreas do organismo. A doença periodontal altera o microbioma oral, podendo influenciar também o microbioma intestinal e favorecer processos infecciosos em diferentes órgãos. A proliferação bacteriana decorrente do acúmulo de placa e tártaro está associada a quadros sistêmicos que, quando não tratados, podem reduzir a expectativa de vida do animal.

Orientações de Prevenção

Especialistas reforçam que a prevenção é o método mais eficaz para garantir a saúde bucal dos pets. As principais recomendações incluem:

  • Escovação diária: medida fundamental para evitar o acúmulo de placa bacteriana e manter a integridade dos dentes e gengivas.
  • Início precoce do hábito: a adaptação desde filhote facilita o manejo e reduz o estresse durante o procedimento.
  • Avaliação profissional semestral: o acompanhamento veterinário periódico permite diagnósticos precoces e orientação individualizada.
  • Tratamento periodontal: indicado para higienização profunda em áreas não alcançadas pela escovação, incluindo avaliação de raízes e dentes posteriores, muitas vezes com apoio de radiografia oral para identificar fraturas e lesões não visíveis externamente.

“A doença periodontal pode levar a um quadro de dor crônica, o que faz com que o animal se alimente menos. Além disso, a proliferação de bactérias na boca altera o microbioma oral, o que pode gerar consequências até mesmo no microbioma intestinal do pet. Novos estudos já estão sendo conduzidos para avaliar o impacto em outros tecidos”, ressalta a Dra. Sibele.

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