Criação em família gera menos estresse em leitões

Um sistema alternativo para a produção de suínos vem sendo desenvolvido pela Embrapa Suínos e Aves desde 2008. Em pequenas propriedades de até 60 matrizes, os animais são mantidos em família do nascimento à terminação, o que oferece menor nível de estresse e a consequente redução ou até mesmo a retirada total de antibióticos e antimicrobianos que evitam a ocorrência de doenças. Com duração até metade de 2011, o projeto indica aos agricultores familiares uma escala de produção diferenciada do sistema intensivo industrial.

O pesquisador Nelson Morés explica que em criações convencionais são encontradas certas enfermidades, conhecidas como doenças de rebanho. Entre elas, estão as pneumonias e diarréias. Por conta disso, ao manter os leitões unidos depois do desmame, que ocorre por volta dos 28 dias de idade, é reduzida a transmissão horizontal de agentes infecciosos.

Morés diz que a criação de diferentes crias na mesma baia provoca a necessidade de hierarquia entre os animais, o que gera estresse, grande facilitador para o desenvolvimento de patogenias.

“No projeto sem a utilização de remédios preventivos de doenças, temos o desempenho dos animais em termos de conversão alimentar e taxa de mortalidade semelhantes aos melhores resultados de integrações. Para as avaliações patológicas, especialmente de problemas pulmonares, foi detectada menor incidência”, diz o pesquisador.

Morés afirma também que outros dados chamam a atenção. A média de abate e a qualidade da carne são superiores aos sistemas convencionais.

O suinocultor deve ficar atento ainda à densidade populacional na unidade produtiva e à lotação por metro quadrado. Com o aumento dos espaços, é possível diminuir a quantidade de animais por área, o que reduz os problemas sanitários. Porém, esse modelo alternativo é recomendável para granjas de médio e pequeno porte, já que existe um cuidado maior com os suínos.

Fonte: Suinocultura Industrial (acessado em 20/12/10)

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