CRMV-SP revisa Plano de Gestão de Riscos em parceria com o CFMV, que desenvolverá projeto inédito para todo o Sistema CFMV/CRMVs

Ação reforça o protagonismo do Regional na implementação de mecanismos voltados à segurança institucional, transparência e à eficiência na gestão dos recursos públicos
Texto e foto: Comunicação CRMV-SP

Com o objetivo de fortalecer ainda mais as práticas de governança, transparência e gestão de riscos, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) recebeu a controladora do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Janaína Lobão Sampaio Calheiros, para uma agenda técnica dedicada à revisão do Plano de Gestão de Riscos da autarquia. A iniciativa partiu do próprio Regional e resultará na elaboração de um plano de ação alinhado às melhores práticas da administração pública, com potencial para servir de referência aos demais Conselhos Regionais do Sistema CFMV/CRMVs.

A ação reforça o protagonismo do CRMV-SP na implementação de mecanismos voltados à segurança institucional, à transparência e à eficiência na gestão dos recursos públicos.

De acordo com Janaína, a gestão de riscos é uma ferramenta estratégica que permite identificar situações capazes de comprometer o alcance dos objetivos institucionais, antecipando vulnerabilidades e estabelecendo medidas preventivas para mitigá-las. “É um processo de autoavaliação em que são identificadas as forças, as fragilidades e as oportunidades da organização, contribuindo diretamente para o planejamento estratégico. Além disso, fortalece a conformidade institucional e resguarda o Regional diante de eventuais apontamentos dos órgãos de controle, como o CFMV e o Tribunal de Contas da União (TCU)”, explica.

Para a superintendente do CRMV-SP, Ingrid Atayde, a iniciativa demonstra o compromisso da autarquia com a boa governança e a correta aplicação dos recursos públicos. “Toda a administração pública tem o dever de atuar com transparência, responsabilidade e zelo pelo dinheiro público. Por isso, o Regional decidiu convidar o CFMV para revisar o Plano de Gestão de Riscos, identificando oportunidades de melhoria e fortalecendo ainda mais os mecanismos de controle que já adotamos”, afirma.

Segundo Ingrid, o objetivo é identificar os processos e atividades que exigem maior atenção, consolidando práticas que reduzam riscos institucionais e assegurem a eficiência das ações desenvolvidas pelo Conselho.

“Essa análise poderia ser realizada internamente, mas a troca de experiências com o Conselho Federal agrega conhecimento e fortalece nosso trabalho. É uma forma de garantir à sociedade e aos profissionais que contribuem com suas anuidades que os recursos são administrados com legalidade, ética, responsabilidade e transparência”, destaca.

A superintendente ressalta, ainda, que a iniciativa valoriza o trabalho desenvolvido pelas equipes da autarquia. “O CRMV-SP é referência no Sistema e possui uma equipe altamente comprometida. Ao buscarmos as melhores práticas de gestão, reafirmamos a seriedade da nossa atuação e o compromisso permanente com a excelência dos serviços prestados à Medicina Veterinária e à Zootecnia”, conclui.

Próximas etapas

Após uma semana de imersão no CRMV-SP, dedicada à análise documental, avaliação de normativos internos e revisão das ações anteriormente propostas para a gestão de riscos, a controladora do CFMV irá consolidar um diagnóstico sobre o grau de maturidade do Regional em relação ao tema.

O próximo passo será a elaboração de um plano de ação com recomendações para o fortalecimento da gestão de riscos, mecanismos de monitoramento contínuo e definição de responsabilidades para acompanhamento das medidas adotadas.

“Vou apresentar um diagnóstico sobre o grau de maturidade do Regional em relação à gestão de riscos e propor um plano de ação para que o programa seja efetivamente implementado e acompanhado. Também quero sugerir políticas, normativos e portarias que formalizem a atuação dos agentes de controle de risco dentro da organização”, explica Janaína.

A proposta será encaminhada à Diretoria do Conselho para validação e posterior implementação pelos setores envolvidos, e poderá servir de base para o aperfeiçoamento das práticas de gestão de riscos em outros Conselhos Regionais do Sistema CFMV/CRMVs.

Compromisso com o cidadão

Mais do que regulamentar e fiscalizar o exercício profissional, o Sistema CFMV/CRMVs busca fortalecer uma cultura de atuação voltada à entrega de valor para a sociedade. Esse entendimento está alinhado ao programa Compromisso Cidadão, desenvolvido em diálogo com o TCU, que reforça a necessidade de posicionar os Conselhos Profissionais como instituições comprometidas não apenas com a normatização e a fiscalização, mas também com resultados concretos para o cidadão.

Nesse contexto, a transparência assume papel central. “A atuação dos Regionais deve estar acessível em linguagem clara, com informações sobre fiscalização, planejamento, resultados e políticas institucionais, permitindo que a sociedade compreenda como os recursos são aplicados e quais impactos são gerados”, explica Janaína.

A proposta é demonstrar de forma permanente que o Conselho monitora suas atividades, promove melhorias contínuas e adota mecanismos de governança que asseguram eficiência, integridade e prestação de contas.

Essa visão também está alinhada às diretrizes estabelecidas pelo Acórdão nº 309/2026 do TCU, que destaca a importância do fortalecimento da governança, da coordenação institucional e da transparência nos Conselhos Profissionais.

“A relevância desse trabalho ultrapassa os limites da categoria profissional. A Medicina Veterinária e a Zootecnia impactam diretamente a saúde pública, a segurança dos alimentos e o bem-estar da população. Fortalecer a fiscalização, a governança e a transparência, significam promover mais segurança e qualidade de vida para toda a sociedade”, reforça a controladora do CFMV.

Como parte desse compromisso, o CRMV-SP também tem avançado na implementação do Programa Nacional de Prevenção à Corrupção (PNPC), iniciativa voltada ao fortalecimento da integridade, da gestão de riscos e das boas práticas de governança na administração pública. A adesão ao programa reforça o compromisso da autarquia com a ética, a transparência e a melhoria contínua de seus processos.

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