Incidência de animais peçonhentos aumenta no verão e requer cuidados

Segundo a OMS, espécies são responsáveis pela segunda maior causa de envenenamento no Brasil
Texto: Comunicação CRMV-SP
Fotos: Pixabay

No verão, quando o clima é mais quente e úmido, a incidência de animais peçonhentos aumenta e exige mais cuidados para evitar acidentes e envenenamentos. A estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) é o surgimento de 1,8 milhão de novos casos no mundo por ano.

As espécies que mais causam acidentes são: serpentes, escorpiões, aranhas, mariposas e suas larvas, abelhas, formigas e vespas, besouros, lacraias, peixes, águas-vivas e caravelas. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), são considerados peçonhentos os animais que possuem presas, ferrões, cerdas e espinhos capazes de envenenar as vítimas.

Para se ter uma ideia, as notificações do MS apontam que, em 2018, o estado de São Paulo registrou 44.399 acidentes, o que representa aproximadamente 41% do total da Região Sudeste, onde ocorreram 106.309 casos. No País, foram 265.546, dos quais 4.080 levaram ao óbito.

A OMS considera esse um grave problema de saúde pública, uma vez que os acidentes são a segunda maior causa de envenenamento no Brasil, atrás apenas dos provocados por medicamentos. Por isso, a organização incluiu esse tipo de ocorrência na lista das doenças tropicais negligenciadas.

Fatores naturais e os desequilíbrios

Para o médico-veterinário Marcello Nardi, presidente da Comissão Técnica de Médicos-veterinários de Animais Selvagens (CTMVAS) do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), os animais peçonhentos representam mais risco durante o verão, porque “o período que antecede essa estação é o da primavera, época de reprodução dos animais, que aumentam suas atividades.”

A movimentação tem relação com os fluxos da natureza. “Insetos e outros animais, para sobreviverem, migram em busca de alimentos e abrigos, favorecendo o aumento dessa população em locais em que eles não viveriam naturalmente, mais próximos ao homem”, diz a médica-veterinária Elma Pereira dos Santos Polegato, presidente da Comissão Técnica de Saúde Ambiental (CTSA) do Conselho.

Elma explica que essa movimentação é impulsionada pelas mudanças climáticas. Portanto, também há influência dos desequilíbrios ambientais, agravados pelo aquecimento do planeta, desmatamento e queimadas.

Conhecer, preservar e prevenir

Nardi lembra que cuidar do meio ambiente é a melhor forma de prevenção. “Os animais peçonhentos também possuem funções ecológicas importantes e merecem respeito. A presença destes animais próximos ao homem são, muitas vezes, consequência das condições que nós mesmos proporcionamos”, destaca o presidente da CTMVAS.

“O homem deve entender que todas as espécies são necessárias para manter a vida na planeta”, enfatiza Elma.

Confira as dicas dos presidentes das comissões do CRMV-SP para evitar acidentes:

  1. Não desmate nem provoque queimadas. O verde é fundamental para a preservação de todas as formas de vida, importantes e necessárias para o equilíbrio ambiental;

 

  1. Mantenha a higiene nas residências;

 

  1. Utilize telas nas janelas e vede os ralos, portas, frestas e buracos nas paredes, bem como em assoalhos e forros;

 

  1. Mantenha limpos os quintais, jardins, terrenos baldios, praças e outros espaços comuns do meio urbano. Nunca descarte lixo nesses locais;

 

  1. Não acumule lixo, entulhos, materiais de construção ou outros objetos que não são mais usados. Os resíduos se tornam abrigo para animais peçonhentos, pragas e insetos;

 

  1. Examine calçados, roupas e peças de cama e banho antes de usá-las;

 

  1. Use botas e luvas nas atividades rurais, de jardinagem e nos passeios em trilhas, parques ecológicos e florestas;

 

  1. Deixe endereço e telefone de unidades de saúde de referência no município sempre em local de fácil acesso para agilizar o atendimento em caso de acidentes;

 

  1. Em caso de acidente, procure imediatamente o serviço de saúde. Não faça torniquetes nem use fórmulas caseiras;

 

  1. Nunca deixe de informar a ocorrência a um órgão de saúde, pois os acidentes com animais peçonhentos devem ser incluídos na Lista de Notificação Compulsória do Brasil;

 

  1. Compartilhe essas informações com o maior número possível de pessoas.

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