“Brasil e Costa Rica mantém bom intercâmbio comercial entre empresas privadas, mas há espaço e necessidade de maior colaboração em pesquisa agrícola, a ser feita entre a Embrapa e o seu similar da Costa Rica, o INTTA – Instituto Nacional de Transferencia de Tecnologia Agropecuária”. A declaração é do empresário costaricense Juan Rafael Lizano, ex-ministro da Agricultura daquele país e hoje importador de sementes brasileiras de forrageiras (capins), em visita à Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos.
Juan Rafael Lizano e seu sócio, Joaquin Lizano González, conheceram, na Embrapa Pecuária Sudeste, diversas pesquisas para produção intensiva a pasto, para pecuária leiteira e de corte (sistemas de produção com alta produtividade), além de técnicas para uma pecuária menos agressiva ambientalmente. Os empresários foram recebidos na Embrapa pelo chefe geral em exercício, Rodolfo Godoy e pelo técnico Danilo Moreira.
O Brasil é o único país que exporta sementes de capim para a Costa Rica. As pastagens plantadas com sementes brasileiras representam cerca de 30% da área ocupada por pasto naquele país. Em geral são importadas do Brasil em torno de 300 toneladas /ano dessas sementes, mas em 2009, devido à seca que prejudicou a formação de novos pastos, as vendas se limitaram a 163,2 toneladas, num valor de R$ 1,6 milhão.
A Costa Rica aumentou significativamente a produtividade de sua pecuária nos últimos anos, devido, entre outros motivos, à adoção de forrageiras provenientes do Brasil, mais produtivas e de melhor qualidade. O país, onde predominam pequenos produtores com média de 50 animais por propriedade, com cerca de 1,4 milhão de cabeças de bovinos, exporta parte de sua produção de carne bovina para diversos países, principalmente os Estados Unidos. Ele também importa pequenos volumes de cortes finos, principalmente da Nicarágua.
Fonte: Portal DBO (acessado em 01/03/10)