Produtores rurais e empresários do Brasil e de outros 25 países estão reunidos, em Belo Horizonte, no Congresso Pan-Americano do Leite. O encontro é uma oportunidade para discutir a situação do setor.
Um evento dedicado ao conhecimento para melhorar a produção de leite no país. Nas palestras, um cenário otimista para os próximos anos.
“Essa demanda mundial crescente pelo aumento da renda e da população tem que ser abastecida por alguém. Esse alguém com maior capacidade é a América Latina”, diz o presidente da Federação Pan-Americana de Leite, Vicente Nogueira Netto.
Mas os desafios ainda são grandes. “Nós temos oportunidade de atender a um consumo maior no Brasil e gerarmos excedentes exportáveis. Precisamos apenas fazer ajustes dentro dessa cadeia. Temos que nos organizar melhor”, afirma o presidente da Comissão Nacional da Pecuária de Leite, Rodrigo Alvim.
Nos stands, o público pode conferir as novidades em vários segmentos do setor. Para ganhar novos mercados é preciso apostar em qualidade e a tecnologia é fundamental. Há placas, por exemplo, que detectam a presença de microrganismos para saber se o leite está contaminado ou não. É um teste mais rápido, mais barato e que pode dar mais segurança ao consumidor.
“Existem exames de microrganismos, como os coliformes, que demoram de quatro a cinco dias para serem feitos em um laboratório convencional. Com essas tecnologias rápidas, em um dia já se tem o resultado”, explica o expositor Marcelo Ferraz.
Outro teste, semelhante a uma tirinha, verifica a presença de antibiótico no leite em oito minutos. Todo o processo pode ser feito no campo. Tantas invenções e facilidades têm mudado o jeito de pensar do produtor rural. “Sem tecnologia não se vive no campo mais não”, diz o criador Sílvio Araújo.
Fonte: Globo Rural (acessado em 24/03/10)