No dia 12 de abril será lançada na Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), em Campo Grande, a Bolsa de Carnes do Brasil, que vai possibilitar segurança de recebimento de valores aos pecuaristas de todo o País. O vice-presidente da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) e responsável pela regional em Mato Grosso do Sul, Carlos Duppas, disse ao Campo Grande News que a expectativa de adesão é grande, com vantagens para ambas as partes.
Pela modalidade eletrônica, criador e frigorífico repassarão 0,5% do valor da transação, cada, à bolsa, sem taxa de corretagem. A transação será feita sempre através de corretores credenciados. O frigorífico escolhe a melhor oferta, faz a compra e, três dias antes da data marcada para o abate, deposita 90% do valor de compra, que serão liberados ao produtor somente após o abate. Caso haja alguma diferença na pesagem, tanto em favor do criador quanto do produtor, é feito o acerto. Por isso a margem de 10%.
“A expectativa dos produtores é muito grande. Para os frigoríficos, é bom porque a bolsa será utilizada para que eles fechem suas escalas”, avalia Duppas. Conforme notícia veiculada pelo jornal O Globo, a estimativa é que o movimento inicial da Bolsa de Carnes movimente inicialmente R$ 2,5 bilhões.
O presidente do Sindicato Rural de Campo Grande e coordenador da Comissão de Pecuária de Corte da Famasul, José Lemos Monteiro, afirma que a campanha para venda do boi à vista, deflagrada após a crise de 2008, surtiu efeitos e hoje a maioria dos negócios são feitos com pagamento no ato.
Porém, explica, o depósito é feito de dois a três dias após a matança. Já pela bolsa será feito pela Câmara de Compensação da BBM de forma imediata. Além disso, José Lemos afirma que outro aspecto positivo é a democratização da oferta. “Todos os frigoríficos vão ficar exatamente na mesma posição. A oferta de animais vai ficar democraticamente dividida. É o projeto ganha-ganha, ganha o produtor, ganha a indústria”, avalia.
Fonte: Portal DBO (acessado em 16/03/10)